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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Piciformes
Família: Picidae
 Leach, 1820
Subfamília: Picumninae
 Gray, 1840
Espécie: P. cirratus

Nome Científico

Picumnus cirratus
Temminck, 1825

Nome em Inglês

White-barred Piculet


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Pica-pau-anão-barrado

O pica-pau-anão-barrado é uma ave piciforme da família Picidae. Também conhecido por picapauzinho, picapauzinho-barrado e pinica-pau.

Seu nome científico significa: do (francês) picumne, piculet = pequeno pica-pau; e do (latim) cirratus, cirrus = com ondas, ondulado. ⇒ Pequeno pica-pau ondulado.

Características

Este é o anão dos pica-paus. Mede aproximadamente 10 centímetros e pesa em média 11,5 gramas. As penas da nuca formam freqüentemente uma pequena crista. Partes superiores uniformemente pardas, partes inferiores densamente barradas. O desenho preto e branco da cauda, do vértice e da nuca é, geralmente, igual nos diversos representantes. Macho de vértice e testa encarnados. Os indivíduos imaturos possuem cabeça parda uniforme.
A voz é um fino “tsirrrr” descendente, às vezes prolongado e modulado.

Subespécies

Possui duas subespécies:

Alimentação

Alimenta-se de larvas e adultos de pequenos insetos. Regularmente não apoia a cauda no substrato enquanto captura o alimento, como o fazem os outros pica-paus, pois suas retrizes são flexíveis. Captura formigas nos galhos e folhas do chapéu-do-sol (Terminalia catalpa). Abre buracos nas folhas caídas de embaúba que ficam presas na ramagem, para retirar pequenas formigas as quais procura também nos caules da samambaia-das-taperas.

Reprodução

Há diferentes cerimônias do casal e entre rivais. Os machos executam uma silenciosa e simbólica luta, pousam um em frente ao outro, em lados opostos de um caule fino que os separava, batendo com o bico na direção da cabeça do oponente sem tocar o caule. O mais interessante nessa cerimônia é que se abstêm da utilização de manifestações acústicas, embora em outras ocasiões tenham fortíssimo tamborilar. Aproveitam dos caules fofos das piteiras, mas são capazes de escavar madeira dura.
O ninho é construído em ramos secos e delgados, até 5 metros do solo, onde são postos 2 a 4 ovos brancos, puros e brilhantes. A entrada da cavidade escavada é diminuta, com cerca de 3 centímetros de diâmetro, limitando assim a visita de predadores; tal cavidade tem 10 a 20 centímetros de profundidade e seu diâmetro maior cerca de 6 centímetros.

Hábitos

Comum no interior e bordas de florestas altas e capoeiras, à altura do sub-bosque. Vive geralmente solitário, acompanhando bandos mistos de aves com freqüência. Pousa em galhos finos, muitas vezes ficando sob os ramos. Freqüentemente seguro por baixo da galharia, bate violentamente agarrando-se com os pés excepcionalmente possantes.

Distribuição Geográfica

Presente localmente na Amazônia brasileira, na região do baixo rio Amazonas até o Maranhão, e ainda no leste e sul do País até o Rio Grande do Sul. Encontrado também das Guianas à Bolívia, Paraguai e Argentina.

Referências

Galeria de Fotos

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